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Tem dias que eu tô bloggers daí aparece uns bleggers e eu fico blum mesmo!

A importância da presença do pai




macaco rosa

Meu marido é muito presente e atuante na criação e educação do nosso filho. Ele não é apenas aquele pai que faz as coisas apenas quando tem vontade: ele trocava fralda (quando meu filho ainda usava), dá banho, brinca, alimenta, dá bronca… Ou seja: faz as mesmas tarefas que eu faço.

O efeito disso vejo agora com mais clareza no meu filho: além, é claro, dele ser muito confiante e feliz, observo no seu brincar o quanto um dia ele poderá ser um pai tão bom e amoroso quanto o pai dele é com ele. Normalmente, um menino que cresce sem ver o pai fazendo as mesmas atividades que a mãe, dificilmente representaria esses cuidados em uma brincadeira, pois já começa a considerar isso como “coisa de menina” e, mais para frente, “obrigação da mãe, da mulher”.

Nesse dia ele cuidou do macaco, que era da mamãe muito antes dele nascer: deu “papá”, “tetê”, banho, colocou fralda e pôs para dormir, dando beijinho e ligando a musiquinha, depois pedindo que eu fizesse silêncio, para não acordá-lo. Todas essas tarefas o pai também faz com ele, e o colocamos juntos à noite na cama, toda noite, sem exceção. Fiquei extremamente orgulhosa e feliz tanto por ele, quanto por meu marido. A presença dele na criação e educação do nosso filho é definitivamente um influência muito positiva. Depois do macaco, ele fez a mesma coisa com um Mickey de pelúcia que ele tem. Eu perguntei se ele era o papai dos brinquedinhos dele, e ele disse que sim.

E outra: apesar do macaco ser cor de rosa, meu filho disse que ele é menino, pois tem “pipi”. Isso mostra que ele está crescendo em um ambiente livre de preconceitos e pré-conceitos. Procuro sempre mostrar para o meu filho que todos nós temos os mesmos direitos e deveres, e que todos nós somos perfeitamente capazes de fazer de tudo. Fico muito satisfeita em saber que aos 3 anos de idade esta sementinha que plantei em sua mente já está começando a dar bons frutos.

Se queremos um futuro melhor para nossos filhos, temos que prepará-los para isso!

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Um dia como outro qualquer…




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Acordei às 5 horas da manhã, como todos os dias. Não preciso de despertador: o corpo já acostumou a “acordar sozinho” neste horário. Ou talvez tenha sido acordada com o barulho do gatinho querendo entrar em casa. Ele é sempre pontual. E se não deixo ele entrar no horário que ele quer, ele bate tanto na porta, que pode acabar acordando meu marido e meu filho. É, talvez tenha sido isso que tenha me acordado, não sei.

Meu marido precisa dormir, coitado. Ele trabalha duro todos os dias, o dia todo. E não importa o quanto eu peça para ele estabelecer limites com os clientes: ele SEMPRE vai atender as pessoas, no horário que for, no dia que for, mesmo se estivermos no meio do nosso aniversário, de um evento do nosso filho, da janta, do banho… Porque não adianta, cliente de profissional liberal acha que é assim mesmo, que se está pagando é dono da pessoa e ele tem que estar disponível 24 horas por dia, 7 dias por semana, 365 dias por ano. Não importa se esse profissional é um ser humano, tenha uma vida, uma família e o seu momento de descanso: pagou, é dono e fim de papo. É difícil trabalhar com o problema dos outros e ter seus próprios problemas para resolver. Não é justo que ele acorde cedo. Então farei tudo em silêncio, devagar, para que ele possa descansar mais um pouco.

Meu filho, coitado, fui obrigada a mudá-lo de período na escola. Ele sempre acordou cedo, dormiu a tarde toda e agora se viu forçado a ter que estudar à tarde. Isto partiu meu coração. Achei tão injusto! Ele fica cansado, chega em casa mal humorado e com fome. Mas eu preciso fazer tudo em silêncio para que ele durma até o mais tarde possível, para aguentar o baque das atividades da escola.

Abro a porta com cuidado, o gato entra. Preciso sair correndo para fazer xixi. Enquanto estou no banheiro, os outros gatos que estão dentro de casa querem sair porque o outro entrou. Começam a destruir o tapete de borracha do quarto do meu filho, em sinal de protesto. Meu Deus, isso irá acordá-lo! Nem termino de fazer o que precisava fazer, lavo a mão correndo, coloco os dois gatos para fora. A outra gata quer entrar também. A cachorra, que só dorme dentro de casa, resolve que quer sair. Abro a porta para que ela saia. Ela sai latindo. Meu Deus, vai acordar todo mundo! Tento fazê-la se calar de um jeito que não acorde ninguém. Consigo. Ufa!

Mas já são 6 horas da manhã e eu vou tentar me esticar meia hora no sofá, para ver se consigo ter aquele “final de sono”, mas os gatos que saíram querem voltar e os que estão dentro de casa querem sair. Faço a troca dos felinos. Preciso voltar ao banheiro novamente.

Quando saio do banheiro já são 6:30 hrs, preciso dar mamadeira pro meu filho. Por causa da mudança de período na escola, ele passou a tomar apenas uma mamadeira, e como ele tem problema de perda de peso, essa segunda mamadeira com sustagem kids (indicado pela pediatra) poderá fazer falta e ele poderá perder muito peso. Preciso ficar de olho nisso. Dou a mamadeira e encosto a porta do quarto para que ele não acorde cedo demais, ou isso influenciará no seu rendimento na escola.

Aí já são 20 pras 7 da manhã, os gatos estão com fome, miando feito loucos do lado de fora e nervosos pela presença da cachorra, que também está na porta, querendo entrar. Pego a ração dos gatos, abro a porta para a cachorra entrar, distribuo os 23 montinhos de ração – pois cada um quer comer seu próprio montinho, volto pra casa, encho o galão de água, dou água para os gatos, volto pra casa, dou água e comida para a cachorra.

Já são 7 horas e eu tento sentar no sofá novamente, mas preciso ver se não falta nada para o almoço. Mas meu marido levantou mais cedo, pois precisava viajar a trabalho. Sussurrando com ele, para não acordar meu filho, aviso que no dia anterior a escola mandou um aviso na agenda, pedindo para o dia seguinte uma foto da família, que precisávamos tirar uma e eu teria que sair cedo no dia seguinte para mandar revelar.

Antes das 8 da manhã meu marido já havia saído de casa, já havia colocado a cachorra pra fora novamente, pois os gatos já haviam acabado de comer, e alguns gatos que estavam do lado de fora queriam entrar. Feita a troca dos bichos, fui lavar a louça da janta e dos lanchinhos noturnos do meu marido, tirar os panos do varal, que havia lavado no dia anterior e colocar mais roupa pra lavar. Antes, preciso varrer o chão da cozinha e da área de serviço, pois como a cachorra dorme neste local, fica cheio de pêlos. Mas a casa também está com o chão sujo, e eu preciso passar o aspirador.

Coloquei a roupa na máquina, mas antes que eu pudesse colocar o sabão, meu filho acordou. Abro a janela do quarto, vou der o que ele precisa. Sempre tem um estresse quando ele acorda, pois costuma estar de mau humor. Volto para colocar o sabão na máquina e ele me chama para limpá-lo, pois fez xixi. Limpo a criança, o gato quer sair. Abro a porta pro gato, a cachorra entra. Já são 9 horas e eu preciso dar alguma coisa pro meu filho comer. Ele come um bolinho, toma Yakult e faz uma baita sujeira no sofá da sala. Limpo o sofá, mas não consegui ainda passar o aspirador, como eu queria.

Vejo que esqueci meu celular no modo vibrar e quando vou pegá-lo, tinha várias ligações perdidas da minha mãe. Tento falar com ela, mas meu filho fica falando junto, é difícil entender. Já passa das 9:30 hrs e eu preciso começar logo a fazer o almoço, pois meu filho precisa comer às 11:00 hrs. Coloquei o feijão de molho? PUTA QUE PARIU, ESQUECI! Muda o cardápio… Começo a descascar a cebola, meu filho chama para limpá-lo porque ele fez cocô. Limpo a criança, desinfeto as mãos, volto a fazer o almoço, a cachorra quer sair. Solto a cachorra, a máquina de lavar acaba o ciclo. Vou pendurar a roupo ou continuo o almoço? No meio dessa decisão, meu filho quer atenção. E se eu não dou atenção o bicho pega e muito feio em casa. Brinco um pouco com ele, mas ele quer ficar do lado de fora da casa. Coloco a cachorra pra dentro, invento uma brincadeira segura para ele do lado de fora e volto a fazer o almoço.

Ele resolve brincar com os carrinhos na terra preta, entra em casa imundo, pede água pra limpar os carrinhos. Dou tudo o que ele precisa, tento voltar a fazer o almoço. A cada 3 minutos ele aparece de novo, todo sujo e molhado, pedindo mais água pra limpar os carrinhos. Falando em água, preciso dar água para ele. Mas naquele momento ele não quer beber, só quer brincar. Começa a negociação: se eu acertar qual é o copo da vez, talvez eu consiga fazê-lo beber. PUTA QUE PARIU, PRECISO PENDURAR A ROUPA! Coloco pra cozinhar tudo o que precisa ser cozido e vou pendurar a roupa.

Tento tirar o Ângelo da brincadeira, para limpá-lo, para almoçar, mas é complicado. Claro que ele não quer parar de brincar. No meio do escândalo, alguém toca o sino no portão e eu tenho que ligar pra minha mãe ir atender, pois estou ocupada e ela tem problemas auditivos, não escuta o sino. Resolvido isso, volto pro meu filho. Consigo limpá-lo. Tenho que colocar a cachorra pra fora, monto o prato dele, e o coloco para almoçar. O gato quer entrar, pra comer junto. Abro a porta pro gato. Não almoço, não dá tempo. Apenas belisco um pouco da comida enquanto lavo a louça. Preparo a marmita que meu marido levará pro escritório no dia seguinte.

Depois que meu filho come, termino de arrumar a cozinha e começo a preparar a lancheira dele da escola. Escrevo na agenda um recado para a professora. Pego meu filho, escovo os dentes dele, faço ele fazer xixi antes de sair de casa. Me lembrei que nem eu usei o banheiro ou bebi água até aquele momento… Mas não importa: ele está pronto para ir pra escola, eu troco de roupa, solto o gato, prendo a cachorra e sigo para o colégio. Deixo ele lá, volto para casa. Solto a cachorra, o gato volta. Monto uma lista de coisas para fazer:

– verificar com o laboratório o tempo de jejum para os exames que a pediatra pediu há mais de uma semana e que ainda não consegui fazer, pois não está batendo o tempo que ela pediu de jejum com o tempo que o laboratório pediu;
– preciso ir URGENTE no hospital, pois há quase 2 semanas passei uma pedra e ela me machucou muito, chegou a sangrar e eu ainda estou sentindo dor
– preciso marcar dentista para mim
– preciso marcar ginecologista para mim

Mas eu sento para dar uma mexida no celular, pois pipocou mensagem o dia todo e eu não pude ver. Leio uma ou outra notícia, mas logo minha mãe chega e começa a falar um monte de coisas, diversos assuntos. Fico zonza. Já são 15:30 hrs, eu não fiz nada da lista, preciso dar comida pros gatos, tomar banho e logo sair para buscar meu filho na escola. Prendo a cachorra, dou comida pros gatos, dou comida pra cachorra, troco de roupa, pego meu filho na escola, corro para a Fono, pois ele faz terapia uma vez por semana e moramos muito afastado da cidade, demora até chegar lá e o local é horrível pra ter lugar pra estacionar. Chego no consultório, o lugar está apinhado de gente, sem lugar pra sentar. Crianças sentadas e adultos em pé com bebê no colo e os pais nem aí, preferindo mexer no celular. Meu marido nos encontra lá. Eu entro correndo, levo meu filho ao banheiro. Faço isso o mais rápido possível, para não atrasar a sessão. Tinha que fazer duas coisas depois da terapia do meu filho: ir no hospital e tirar a foto que a escola queria para o dia seguinte. Mas a fono resolveu marcar uma “avaliação de emergência” bem no horário da terapia do meu filho, não me avisou disso, e com 15 minutos de atraso eu decidi ir embora. Talvez o paciente fosse morrer se não fosse avaliado naquele instante, que não poderia aguardar depois do horário do último paciente do dia, por isso a fono achou que seria melhor atrasar a agenda toda dela por causa disso – é a única justificativa que encontrei para uma AVALIAÇÃO DE EMERGÊNCIA. Quando estava indo embora, ela apareceu e quis começar a sessão naquela hora, mas até eu ainda tinha que passar no hospital, fazer a foto, fazer a janta… CARAMBA, A JANTA! Meu filho estava cansado, com fome. Não recebi nenhum pedido de desculpas, foi algo do tipo: “eu tinha que fazer isso naquela hora sem impreterivelmente, ou você aceita ou não, se quiser ir embora, tanto faz”. Fui embora puta da vida e muito decepcionada com tal atitude. Minha mãe ligou dizendo que estava armando temporal em casa. Saímos correndo para tentar chegar antes da chuva. Pegamos um trânsito tão pesado, que demoramos quase 40 minutos pra chegar em casa! Claro, a ida ao hospital mais uma vez havia sido adiada e eu continuava com dor… Mandei uma mensagem para a fono, complementando a conversa que não tive com ela. Ela viu a mensagem e nem se deu ao trabalho de responder.

Meru filho já estava berrando de fome, já era quase 7 da noite, eu precisava dar banho nele e fazer a janta! Comi um pão com queijo e peito de peru – minha primeira refeição do dia, enquanto meu marido dava a janta pro meu filho. Já era 8 da noite e eu estava tentando entender alguma coisa na TV, mas meu filho gritava demais que queria “a minha mamãe”. Levantei, escovei os dentes dele, coloquei o pijama e o coloquei para dormir. Era exatamente 8 e meia da noite. Ele estava muito cansado, muito irritado.

Coloco a cachorra pra dentro, coloco o gato pra dentro. Sentei no sofá, meu marido começou começou a contar como foi o dia dele. PUTA QUE PARIU, A FOTO!!! Queria fazer uma nova, bonita… Mas agora já foi, não dá mais tempo. Pego os álbuns e procuro alguma foto nossa. Na era das fotos digitais, quem tem foto impressa num álbum??? Por sorte achei uma antiga, mas tá valendo. Nove horas da noite eu estava tão cansada, que apaguei no sofá. Acordei 11 da noite, com meu marido me chamando para ir dormir na cama.

Abro os olhos e são 5 horas da manhã novamente. Acordei irritada, cansada, triste. Pensei em fazer uma maquiagem, para ver se melhorando a minha auto estima eu conseguiria enfrentar mais um dia. Passei um batom e uma sombra. Me olhei no espelho, não me encontrei na imagem que vi. Cabelo descuidado, aparência cansada, derrotada. Onde estou? Onde está aquela pessoa cheia de vida e de alegria que fui um dia? As lágrimas corriam sem que eu pudesse controlar, pois eu sabia que aquele também seria mais um dia como outro qualquer.

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Adaptação escolar




escola

Não é fácil deixar o seu filho na escola pela primeira vez. Nem na primeira semana. Mas, acredite: quem mais precisa se adaptar somos nós, pais. As crianças, nem tanto. Mas vou dar aqui algumas dicas de como amenizar a situação e tirar de letra a adaptação escolar.

Seu filho está preparado para ir para a escola?
Acredite: isso faz muita diferença!
Se não for bebezinho, você precisa ter certeza que seu filho está pronto para ir para a escola. Se ele for tão apegado à você, que não é capaz nem de tomar água sozinho, pode ser que ainda não seja o momento ideal. Não por causa dele, mas por causa de você. Reflita: ele não toma água sozinho porque não tem coordenação motora ainda, ou porque você faz tudo por ele e adora dar água na boquinha? Fazer tudo pela criança não é muito saudável. E é difícil para nós, mães, aceitarmos isso. Num dia está na nossa barriga e no outro já está andando, falando, querendo fazer tudo sozinho. E nós não podemos e nem devemos impedir as conquistas dos pequenos.
Então, antes de decidir colocar seu filho em uma escolinha, observe se ele está pronto. Se ele é capaz de fazer pequenas coisas sozinho, como beber e pedir água, comer uma bolacha sozinho, se ele se interessa em interagir com outras crianças. Leve-o com uma certa frequência a um parquinho. Veja se ele se interessa em brincar com outras crianças. Procure fazer com que ele não dependa tanto de você, mas mostre que você sempre estará ali para ele.

Leve-o com você para conhecer as escolas
Não matricule seu filho na primeira escola, mesmo que ela tenha sido muito bem indicada, ou tenha um nome famoso na sua cidade/bairro. Nem sempre a escola que é boa para uma criança, será para todas. Lembre-se que é o primeiro contato do seu filho com uma escola, e muito do que ele levar para a vida sobre estudar, virá desta experiência. Visite várias escolas, leve-o com você. Converse com ele o tempo todo: “olha que lugar legal, filho! Olha quantas crianças! Você não quer vir estudar aqui? Vai ser tão legal! Você vai fazer tantos amiguinhos, brincar e se divertir muito!”. Faça sempre comentários positivos e ressalte o quanto as crianças estão felizes naquele lugar, e que ele também será muito feliz ali. Aproveite para absorver essa informação você também: ELE SERÁ FELIZ ALI. Vá se acostumando com a ideia de que ele irá para a escola.

Meio período ou período integral?
Se você não trabalha, ou trabalha meio período, minha sugestão é colocar seu filho meio apenas período na escola. Se você não trabalha e não tem necessidade extrema que eu filho vá para a escola, sugiro também não colocá-lo muito bebê, pois ele ainda possui vínculos muito fortes com a mãe e a imunidade é muito baixa. Porém, isso varia muito de criança para criança. Tem bebê que não fica doente, e tem criança de 3 anos de idade que pega tudo que se pode imaginar.
Se o seu filho ainda não fala, evite que ele almoce na escola. Toda a rotina da criança vem descrita na agenda: se comeu, o que comeu, o quanto comeu, se fez xixi, se fez cocô, quantas vezes houve troca de fralda… Mas nem sempre dá pra confiar em tudo o que é marcado. Na primeira escola que meu filho estudou, sempre vinha marcado que ele comia super bem: 3 pratos. Mas a grande perda de peso, as doenças constantes e o comportamento dele, indicavam outra coisa. Depois que ele saiu da escola, conversando com o pai de um coleguinha dele, ele comentou que na agenda sempre vinha marcado que o filho dele comia muito bem, sempre repetia o prato. Porém, ao perguntar pro filho diariamente, ele contava que às vezes não comia, e na agenda vinha escrito que ele havia comido e repetido. Isso foi, inclusive, alvo de reclamação desse pai na escola. Este fato confirmou minhas suspeitas e, por isso, decidi que na próxima escola que meu filho estudaria, não estaria incluso almoço.

Converse muito com seu filho
Principalmente algumas semanas antes do início das aulas. Diga que logo ele irá pra escola, que vai ser muito legal, que ele irá fazer muitos amigos e irá se divertir bastante.
Explique que vai ter a tia na escola, que ele deve obedecer a tia, não bater nos coleguinhas, mas sempre de forma positiva, destacando o quanto é gostoso estudar.

Deixe ele ajudar a escolher o material
Quando for comprar o material, leve-o junto com você. Esta é uma oportunidade muita boa de, não só incentivá-lo ao processo escolar, mas também a ter as primeiras noções de economia. Separe de 2 a 3 tipos do item que precisa ser comprado, que caiba no seu orçamento e deixe-o escolher. Quando fomos comprar a mochila do meu filho, é claro que ele queria as mais caras, pois era de personagens que ele conhecia. Ele não tem noção de valor, de que as coisas custam dinheiro, nem o que é dinheiro, mas eu aproveitei o momento para dizer que aquilo era caro e que a mamãe e o papai não tinham como pagar. Peguei 3 mochilas de cores diferentes que tinham preço bom e deixei que ele escolhesse qual delas ele queria. Isso faz a criança se sentir valorizada e respeitada. Explique para que serve a mochila, sempre ressaltando de forma positiva a escola.

A véspera do primeiro dia de aula
Explique para ele o que irá acontecer no dia seguinte. Fale que ele precisa dormir bem, pra estar bem descansado, pois no dia seguinte ele irá brincar bastante e se divertir muito. Convide-o para arrumar a mochila com você. Explique para que serve cada item da mochila. Mas procure não deixá-lo muito ansioso. Aja de forma natural, por mais que você esteja com aquela vontade louca de chorar e já sentindo saudade dele antes mesmo dele ir pra escola.

O primeiro dia
É importante que você se controle e que ele não perceba seu nervosismo. É normal que ele chore. Contenha-se e converse com ele que é só por algumas horas, que logo você irá buscá-lo. Normalmente as escolas têm uma pessoa que cuida da adaptação dos novos alunos. Lembre-se que é normal que ele fique um pouco assustado, pois além da situação ser nova para ele, num ambiente novo, estranho, com pessoas estranhas, e de ter que ficar separado de você, mesmo que ele esteja seguro e confiante, se tiver outras crianças chorando, ele pode ficar assustado. Então, pode ser que ele não chore nos primeiros dias, mas depois de ver outras crianças chorando, ele comece a chorar também. Por isso é muito importante que você converse com seu filho, ressaltando que você entende que ele esteja se sentindo desta forma, mas que você irá buscá-lo logo, que ele irá se divertir tanto, que nem sentirá a hora passar.
Converse com a escola sobre a política de adaptação. Algumas adotam o sistema de 2 horas por 2 dias, antes da criança ficar as horas integrais do período. Se não houver política nenhuma, aconselho a deixar 2 horas nos 2 primeiros dias, 3 horas no terceiro dia e depois já deixa as 4 horas normais do período.

Pergunte como foi
Mesmo que seu filho ainda não fale direito, todos os dias que ele sair da escola, pergunte como foi: se ele se divertiu, se ele tomou o lanchinho, se ele obedeceu a tia, se ele brincou fastante, se fez novos amiguinhos… Mostre-se interessada em saber como foi o dia dele. Explique que “amanhã terá mais”. Normalmente toda sexta feira é o dia do brinquedo. Com o tempo ele irá compreender que depois desse dia haverá 2 dias sem aula (final de semana). E assim, cada dia que terá uma tarefa diferente será fácil para ele entender os dias da semana: segunda feira – artes, terça feira – música, quarta feria – livro, e assim por diante.

Faça parte das atividades
Faça com ele as lições de casa. Peça pra ele te ensinar depois como que faz essa lição, ou até mesmo que ele conte a história de um livro pra você, mesmo que seja do jeito dele. Incentive-o a desenhar. Em casa eu fiz um varalzinho, onde deixo pendurado os desenhos mais legais do meu filho. Faça muitos elogios. Diga o quanto você está feliz por ele estar indo na escola. Recomende sempre que ele obedeça a tia e não bata nos amiguinhos. Ensine-o a lidar com as diferentes personalidades das crianças: “se o seu amiguinho te bater, não bate de volta: segure a mão dele e diga: NÃO. Se o amiguinho continuar batendo, chame a tia”.
Participe de todas as reuniões, atividades e eventos que a escola propuser. Ou pelo menos o máximo que você puder. E mostre para o seu filho que você também se interessa pela escola, que você também gosta de estudar.

Minha experiência
Quando meu filho começou a ir pra escolinha este ano, foi como se eu tivesse voltado para a escola também.
Todos esses passos que descrevi aqui, foi o que fiz com meu filho.
Ele não teve nenhum tipo de problema de adaptação.
Ele teve que sair da primeira escola, pois ficou muito doente, e a pediatra nos recomendou tirá-lo e só colocá-lo novamente no ano que vem, quando ele completará 3 anos, a menos que encontrássemos uma escola mais arejada e menos populosa.
De janeiro a começo de maio ele ficou na primeira escola. Em agosto ele começou na segunda e foi muito, muito bem!
Hoje ele é uma outra criança!
Não me arrependo de tê-lo colocado na escolinha com 2 anos, e não me arrependo de todo esse processo de adaptação que fiz com ele.
Por isso decidi compartilhar como fiz, para que possa ajudar outras mães a também passarem de forma tranquila por esta fase tão importante para nós e nossos pequenos.

Se você ficou com alguma dúvida, ou quiser me fazer alguma pergunta, clique aqui e me envie uma mensagem, que responderei com o maior prazer!

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