Bloggers Bleggers Blum!

Tem dias que eu tô bloggers daí aparece uns bleggers e eu fico blum mesmo!

Não é difícil. Mas precisa ser civilizado.




paz-no-futebol

Esporte é bom. Faz bem. É saudável.

O que não é nada saudável são as balbúrdias que algumas torcidas organizadas, de alguns times, fazem.

Sim, estou falando do menino boliviano que morreu, por um sinalizador marítimo lançado por um torcedor da Gaviões da Fiel.

Não basta quebra-quebra na apuração do desfile das escolas de samba no Carnaval, não basta inventar apelidos maldosos a torcedores de outros times, não basta destruir o aeroporto quando o time embarca, nem a cidade onde irão jogar – independente do País, muito menos se o torcedor que eles quase lincham é um pai de família, um marido fiel, um filho dedicado – foi preciso evoluir a um assassinato para que alguma providência começasse a ser tomada.

Não é implicância contra os Corinthianos, mas não há o que se discutir que a torcida organizada mais problemática do Brasil é a Gaviões. Poucas vezes se vê tanta confusão com torcidas organizadas de outros times, quanto se vê com a do Corinthians.

A culpa é de quem? Primeiro dos próprios jogadores, que incentivam uma rivalidade exagerada entre os times, beirando a selvageria. Dentro de campo, com tantas faltas e brigas, eles acabam sendo modelo de mau comportamento para os torcedores.

Segundo dos organizadores dos torneios. Se mais punições como essa que a Conmebol está aplicando agora ao Corinthians acontecessem com mais freqüência, torcedor nenhum prejudicaria seu time, pois a falta de público – por mais que se tenha patrocinadores – atingem diretamente o caixa da empresa, além de pegar super mal pra imagem de todos. Imagine, então, em uma competição de cunho internacional!

Terceiro da própria polícia e dos Governantes, que incentivam o esporte, e até patrocinam estádios, mas não investem na segurança pública suficiente para garantir partidas sem conflitos.

Até agora todos só falaram do Corinthians, mas não vi ninguém criticar a segurança do Estádio Boliviano, que não possuía uma revista descente, a ponto de deixar passar sinalizadores marítimos dentro da mochila de torcedores. Não que no Brasil isso não aconteceria, mas já fui em jogos onde a PM obrigava os torcedores a retirar a haste de plástico das bandeirinhas do time, para evitar acidentes com lesões corporais. É preciso haver uma unicidade nos procedimentos de revista – seja em competições nacionais, seja em competições internacionais. Isso já ajudaria bastante.

A punição foi mais do que justa. Banir o Corinthians da Libertadores não seria justo, pois os jogadores – neste caso – não tiveram culpa do ocorrido. Mas não me conformo com a cara de pau dos advogados do time em recorrer da decisão de não permitir a entrada dos torcedores do clube nos jogos dessa competição. Poderia ter sido bem pior! Já houve casos de times punidos com a exclusão por 5 anos de determinadas competições, por conta de confusões criadas pela torcida. Isto é um exagero? Se levarmos em conta tudo o que a torcida do Corinthians já pintou e bordou em todas as competições que participou, esportivas ou não, seria até justo. Mas analisando única e exclusivamente a fatalidade ocorrida neste jogo em específico, o mais certo mesmo seriam as partidas acontecerem a portões fechados.

Como sempre existe o jeitinho brasileiro, eu não acredito que aquele menor de idade tenha sido o autor do disparo do sinalizador. Primeiro porque quando os brasileiros foram presos na Bolívia, disseram que o autor do disparo já havia deixado o País. Quando a TV brasileira exibiu a confissão desse garoto, foi dito que ele havia voltado no sábado passado ao Brasil, já passado vários dias de quando os fatos ocorreram. Ou seja: ele ainda estava na Bolívia quando os presos declaram que esse suposto garoto já havia deixado o País. Claramente estavam querendo se ver livres da prisão, jogando a culpa para outra pessoa, que não estava presa com eles. Mas como a Bolívia não é o Brasil, essa tática não deu certo. Então, já no Brasil, esse menor resolve se entregar. Por que? Porque sabemos muito bem que ele, como sendo menor de idade, irá para a Fundação Casa, ficará até os 21 anos, e de lá sairá livre, leve e solto, como se nada tivesse acontecido. O mesmo já não aconteceria se um adulto assumisse o “crime”. Muito fácil, não é mesmo?

Então vejamos: a Diretoria do Corinthians acha que o mais justo é o time não ter punição nenhuma no torneio, e que a torcida não deve ser privada de assistir aos jogos. O advogado do time defende e acompanha esse menor que, supostamente, teria sido o autor do tal disparo com o sinalizador que vitimou o garoto boliviano. Ele pretende a pena branda, de ficar até os 21 anos na Fundação Casa e depois de lá a vida volta ao normal. Mas… E a família do garoto que morreu? E a segurança de todos os torcedores nos estádios, de agora em diante, em partidas contra o Corinthians? Não brota um sentimento de impunidade e insegurança? Isto não deve ser tolerado. Por isso apóio a decisão da Conmebol em recusar a apelação do Corinthians, e espero que a punição seja mantida. Uma vida não pode ser tratada de forma tão fútil, a ponto de um time inteiro, mais seus torcedores e dirigentes, se acharem tão superiores a ponto de acharem justo nenhuma punição na competição, e utilizarem do jeitinho brasileiro para driblar o julgamento e condenação que cabem neste caso a quem for de direito.

Este incidente empobrece um esporte tão bonito, e que é tão querido pelo brasileiro e por vários outros Países pelo mundo, como é o futebol. Além disso, arranha a imagem do nosso País, famoso por sua alegria, pela forma calorosa de receber e entreter. É preciso evoluir o conceito de que o fato do futebol ser o esporte da massa, não significa ser o esporte dos brutos e dos ignorantes. Somos capazes disso. Não é difícil. Basta agirmos como seres civilizados que somos, ou deveríamos ser.

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