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O ultrassom que deu errado




Ficar doente do Brasil é um problema! Ficar grávida, então, pior ainda…

Por ter mais de 35 anos, meu obstetra pediu um ultrassom morfológico de primeiro trimestre. Este exame só é requerido à mulheres que engravidam nesta faixa etária.

Mas quem consegue agendar um ultrassom morfológico? Tentei em Indaiatuba e em Campinas. A lista de espera chega a 3 meses… E não tinha conversa: não é não. Ninguém dá a mínima se você é gestante de risco, se tem urgência pedida pelo médico… Nada adianta. Em alguns lugares chegaram até a questionar o exame, dizendo que não se faz ultrassom morfológico de primeiro trimestre. Aqui as atendentes sabem mais do que os médicos!

Até que depois de muita briga e insistência, consegui marcar aqui mesmo em Indaiatuba.

O exame em si parece o mesmo de todos os ultrassons abdominais. A diferença é que o ultrassom morfológico busca anomalias e más formações. O médico consegue ver, por exemplo, se o coração se desenvolveu certinho, se o cordão umbilical está funcionando como deveria estar, se o cérebro está ok, coluna, e assim por diante. Então lá fui eu, com 13 semanas de gestação, fazer o tal ultrassom morfológico.

Só que o bebê já começou a demonstrar sua personalidade forte desde o útero, e não facilitava nada pro médico. Ele queria pegar uma “foto bonitinha” do bebê, mas o danado não queria colaborar. Então ele começou a apertar minha barriga com o aparelho de ultrassom, empurrava forte com as mãos, pedia pra eu ficar me virando e tossindo. Nada feito. Pediu, então, que eu fosse almoçar e voltasse em seguida, para ver o danadinho colaborava. Uma hora e meia mais tarde, nova sessão de tortura, e nada do bebê ficar na posição que o médico queria, pra sair bonitinho na foto.

Fora isso, estava tudo bem, tudo certo, tudo bem formadinho e no lugar que deveria estar.

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Mas eu voltei pra casa com muita dor abdominal, principalmente onde o médico pressionou o ultrassom, tentando fazer o bebê virar. Era difícil até de tomar banho. Passar a mão na barriga doía demais. E ficou assim dolorido por 3 dias.

No quarto dia um susto: tive uma hemorragia. Mas hemorragia mesmo! Em 45 minutos perdi cerca de 1,5 l de sangue. Pensei: estou tendo um aborto! Não conseguia estacar o sangue para poder ir pro hospital. Chamamos uma ambulância, que demorou tanto, que acabamos saindo de casa antes dela chegar.

Chegando no hospital, meu obstetra fez um ultrassom e constatou que o bebê estava lá. Ele estava bem, tudo certo. Mas de onde vinha aquele sangue todo?

Então meu obstetra resolveu me internar. E aí foi só lambança no hospital Samaritano (ex- Santa Ignês). Acho que nem no SUS o atendimento foi tão ruim! Ninguém lá sabe o que fazer: nem as enfermeiras, nem a nutricionista, nem a recepcionista… Teve de tudo, até eu desmaiando com anemia e pressão baixa, num corredor gelado, sentada numa cadeira de rodas, aguardando atendimento. Enfim…

Para encurtar a história, quando o médico foi fazer o ultrassom morfológico, ele apertou tanto minha barriga, que causou um pequeno descolamento da membrana da placenta com a própria placenta, formando um hematoma de 7 mm. Foi por ali que perdi tanto sangue.

Mas em nada afetava o bebê. Graças a Deus ele estava bem. Agora só precisava de repouso.

Foi a primeira vez que fiquei internada em toda a minha vida!

E tudo o que aconteceu me fez refletir duas coisas:

1) Não fazer mais exames em Indaiatuba

2) Rever se quero mesmo ter meu bebê neste hospital. Estava cogitando em ter em Campinas, pois se no hospital particular estava assim, imagina no SUS!

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