Bloggers Bleggers Blum!

Tem dias que eu tô bloggers daí aparece uns bleggers e eu fico blum mesmo!

A difícil escolha da Escola




Escolinha
Uma vez eu li em um blog que nenhuma escola é perfeita, que escola boa é escola limpa. Eu concordo! Mas preciso acrescentar algumas coisas.

Se você vai colocar seu filho bebezinho, ou que ainda não tem muita habilidade de fala, é muito importante CONFIAR nesta escola. Sim, pois quando as portas se fecham, você nunca saberá o que realmente acontecerá dentro da escola e o único meio de comunicação com você é a agenda. E nem sempre o que está escrito na agenda é confiável…

O que é importante observar nas visitas à escola:

– Higiene e limpeza – conforme já mencionado
– A conservação do local
– Se a escola é arejada
– A organização da escola e da sala da diretoria
– As atitudes das crianças que já frequentam essa escola
– Quantas crianças são por sala
– Se os professores possuem formação pedagógica
– Qual a formação dos monitores
– A disponibilidade da coordenação/direção e dos professores aos pais
– Filosofia e metodologia da escola

Não se preocupe se muitos desses itens não forem visíveis nas primeiras visitas. Muita coisa só é perceptível com o passar do tempo e no dia a dia.

Visitei várias escolinhas de educação infantil e colégios antes de tomar uma decisão. A princípio, escolhemos uma escola apenas com educação infantil para colocar nosso filho, pois acreditávamos que um lugar menor seria mais acolhedor, intimista e menos intimidador do que um grande colégio. E também, o quesito BOLSO teve que ser levado em consideração.

Hoje em dia a maioria das escolas, sejam apenas de educação infantil ou completas, usa algum sistema de ensino – Anglo, Positivo, Ético, Pitágoras, etc. E junto com ele vem: apostilas caríssimas, taxas de lanche absurdas, uniformes que custam mais caro do que roupa de adulto e lista de material abusiva. Por mais que um ensino de qualidade seja fundamental desde o primeiro contato com a escola, é preciso parar e pensar: será que meu filho de 2 anos precisa mesmo usar lápis de cor da marca FABER CASTEL? Será que meu filho de 2 anos irá consumir R$ 250 de lanche por mês? Será que uma apostila de R$ 400 tem a mesma eficiência didática de uma de R$ 90? Por que meu filho usaria caneta retro-projetor? Essas e outras questões pairam na cabeça de qualquer pai e mãe. Pois não se iluda: se a mensalidade é barata, a lista de material será abusiva e absurda; se a mensalidade é cara, o preço desta lista de materiais abusiva e absurda já está embutida no preço e o que sobra pra gente comprar é o básico, mas de uma forma ou de outra pagamos por absolutamente TUDO.

Cada criança reage de uma forma diferente ao ingressar na escola. Algumas não ficam doentes, outras pegam tudo que se possa imaginar. O organismo de cada um é diferente, independente da idade: tem bebezinho de 6 meses que fica bem, tem criança que só começa na escola aos 3 anos e fica muito doente. O que é muito importante levar em conta é se a escola tem hábitos é bem limpa, se pratica a higiene entre os professores e os alunos e – fundamental – se ela é arejada.

Dê preferência para que seu filho não almoce na escola. Se por um lado isso é positivo pois, à princípio, a criança aprende a comer de tudo, por outro lado, se ele ainda não fala muito bem, não é garantido que ele esteja realmente se alimentando, pois muitas vezes na agenda vem escrito que a criança está comendo super bem, quando na verdade não está. Mas, se mesmo assim você optar pelo almoço na escola, observe:

– Perda de peso
– Se seu filho está dormindo demais
– Se está ficando doente com muita frequência: o tempo que demora para sarar e o tempo que demora para ficar doente novamente

Se algum material fica na escola, como escova de dentes, copo ou caneca, peça para a escola uma vez por mês para você observar se eles estão limpos, ou até se é necessário trocar. Vou dar um exemplo: na primeira escola que meu filho estudou foi obrigatório deixar uma caneca de plástico. Escrevi nesta caneca o nome dele com caneta retro projetor, e depois de 2 meses, ao pegar esta caneca de volta, o nome dele estava intacto, com a minha letra. Na primeira lavada em casa, o escrito saiu totalmente. Isto comprova que a caneca não era adequadamente lavada na escola. Isto pode ser porta de entrada para muitas doenças, algumas bem graves.

No próximo post irei dar dicas sobre adaptação na escola.

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Ensinar a respeitar é apenas o começo




NÃO AO ESTUPRO

A notícia do estupro coletivo que ocorreu no Rio de Janeiro chocou o Brasil e repercutiu o mundo todo. Muitas discussões sobre o assunto estão repercutindo nas redes sociais. Muitas deles dizem que se não estivesse vestindo a roupa tal, se estivesse na Igreja, se estivesse em casa… isso não teria acontecido. Outras dizem que é importante ensinar os meninos desde criança a respeitar as mulheres.

Como mãe, e de menino, não posso deixar de me manifestar. Não podemos fechar nossos olhos para essa violência, muito menos acreditarmos que ela poderá ser evitada educando apenas os meninos. O abuso sexual masculino existe, e é tão doloroso e devastador quanto o feminino. Ele só é menos noticiado, por vários motivos que não vou citar agora, pois meu enfoque no texto é outro: como educar e preparar nossos filhos e as futuras gerações para não sofrerem, nem cometerem, tal barbárie?

Nas redes sociais pipocaram imagens “ensinando” respeito: se você chegar na menina, pedir para ficar com ela, e ela disser não, você simplesmente diz “ok”, vire as costas e vá embora. Pronto, problema resolvido: você aprendeu a respeitar e ninguém sofrerá nenhum tipo de agressão. Problema resolvido? Absolutamente não! Aliás, este é o maior erro, ao meu ver, dos pais e educadores: achar que simplesmente “deixando pra lá” as coisas se resolverão sozinhas. É importante ensinar a respeitar SIM, mas e como que fica a dor da rejeição? A frustração? O medo de ser chacota na escola? De sofrer deboche dos amigos? É exatamente o fato de não saber lidar com todos esses sentimentos que surge a vontade da vingança, de achar que alguém merece punição pelo que fez, e, dessa forma, justificar os atos de agressão verbal e física.

E é neste momento que os pais precisam ser PAIS DE VERDADE. É preciso saber observar os sinais que indicam que seu filho está sofrendo emocionalmente. Nem todos chegarão para desabafar com você. Primeiro avalie se você é um pai/mãe disponível para seu filho, se você não está sempre ocupado/a, no celular… Observe seu filho/sua filha. Se ele/ela não vier até você, vá até ele/ela e converse. Pergunte o que aconteceu. Mostre que você se preocupa e que quer fazer parte de todos os momentos da vida dele/dela, independente da idade ou fase que se encontra. Diga que é normal se sentir assim, que ninguém gosta de perder, ninguém gosta de ser rejeitado, e que sim, isso dói, mas isso também nos torna fortes. Que ele será rejeitado muitas vezes, mas também não será inúmeras outras vezes. Que sim, ele irá encontrar mulheres esnobes, que só irão querer brincar com seu coração, mas também irá encontrar mulheres verdadeiras. A mesma coisa acontece com as meninas em relação aos meninos. Que os amigos verdadeiros não irão zoar com ele. E que ele deve se afastar ou ignorar quem faz chacota dos outros. E assim por diante. Faça seu filho se sentir amado e forte para superar. Mostre que essa dor é momentânea e que ela será superada, mas ele precisa permitir essa superação. Converse muito, com muito carinho. Mostre que a vingança, a violência, a punição não são a solução.

Em contrapartida, ensine também sua filha a não ficar esnobando os meninos, nem a ficar rindo deles, ou dar “aquele fora”, para se sentirem superiores. Mostre a elas que os meninos também têm sentimentos e que muitas vezes eles precisam de muita coragem para chegar até elas e demonstrar que estão interessados. Que ser rejeitado também dói igualmente nos meninos, assim como dói para as meninas. Que eles também ficam inseguros, tristes, com medo – e para eles é mais difícil, pois têm que se fazer de fortes e não demonstrar para ninguém. Infelizmente, do mesmo jeito que a nossa sociedade cobra certas atitudes das meninas, também cobra dos meninos, sem se lembrarem, muitas vezes, que ambos possuem sentimentos.

Ensinem seus filhos a não ridicularizar os amigos e colegas. Todos sofrem. Todos sentem dor. E os amigos estão ali para ajudar a superar esse momento, e não para ficar rindo deles. Ensine seu filho/a a ter compaixão, a se colocar no lugar do outro e não fazer para ele/a o que não gostaria que fosse feito com ele/a. Isso é tão importante quanto ensinar a ter respeito. O respeito é apenas uma parte do processo.

Imponha limites aos seus filhos. Ensine que não se deve filmar ou tirar fotos das pessoas sem que elas saibam ou permitam. E, principalmente, ensine seus filhos a não se exporem tanto nas redes sociais. Não apenas com fotos e videos sexuais, sejam com consentimento ou não, mas não fiquem demasiadamente expondo o que têm, o que fazem. Isso não só desperta a inveja dos outros, como também afeta a segurança de todos os membros da família, pois existem redes de criminosos especializadas em vasculhar as redes sociais em busca de vitimas. Ensine seu filho/a a importância de se preservar, de preservar quem ele gosta e ama. É normal ter curiosidade sobre sexo, mas que existem limites que precisam ser respeitados.

Não tenha medo nem vergonha de tratar esses assuntos com seus filhos. Se achar necessidade, procure um profissional. Se queremos um mundo melhor para eles, precisamos conversar, instruir, educar, sempre com amor e carinho. O mesmo mundo que é sombrio e perigoso para as meninas também é para os meninos. Ambos precisam de orientação. Seja VOCÊ, pai e mãe, o transformador/a do seu filho, que será também da sociedade e do futuro.

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Afinal, o que as pessoas querem? – Parte 1




dúvida

Desde 1996 observo o comportamento humano na internet. E, confesso, é extremamente confuso. Com o advento das Redes Sociais, então, ficou ainda mais difícil de entender.

Acredito que boa parte do “problema” começou em ter que se escolher um nickname, ou apelido, para se participar dos antecessores das redes sociais: os chats. Se a pessoa não gostasse do próprio nome, ou do apelido que lhe deram, aquele era o momento perfeito de se tornar quem o seu alter-ego realmente desejasse ser. Se feio e gordo, tornaria-se um lindo e esbelto bom partido. Se desempregado bon vivant, tornaria-se um maravilhoso herdeiro, ou dono da própria empresa. Se gay enrustido, nada mais seguro para esconder seu segredo, do que postar com o “sexo trocado”, e se caso fosse pego, era só dizer que estava “zoando”, e pronto! Não era preciso enfrentar nem resolver seus problemas. Quando houve a possibilidade de colocar avatar, então… Aí todo mundo, com auxílio do Photoshop ou não, ficou jovem e bonito.

A invenção e popularização das câmeras digitais fez despertar o instinto exibicionista do ser humano. O que antes dependia dos pais para revelar fotos em câmeras analógicas, no mundo digital eles sequer ficam sabendo das fotos e vídeos íntimos que os filhos fazem, e muitas vezes, disseminam pela rede. E com o surgimento dos Fotologs, a realização das pessoas foi bem mais imediata. Sem necessitar de cursos e contar com a sorte de esbarrar com olheiros de grandes agências de modelos, nem esperar ser contratada por uma revista de nus, o povo não se acanhou e fez e aconteceu, postando fotos e mais fotos de biquíni com bundinha empinada, tomando banho, em posições preferidas com namorados, tudo na comodidade de seu próprio quarto, sem necessidade de grandes cenários, pois o que a luz e o ambiente não ajudavam, o Photoshop corrigia, afinal em qualquer lugar é possível encontrar tutoriais para aprender a mexer no programa. Em conjunto com os Blogs, verdadeiros diários íntimos pipocaram pela rede. Mais tarde, eles dariam lugar às sex tapes. A verdade é que, de repente, menininhas de 10, 12 anos começaram a fazer de tudo para se tornarem web celebridades.

Com o surgimento das redes sociais, a situação degringolou de vez. Na busca por seguidores, a apelação está cada vez mais presente e mais forte. Não basta as selfies cada vez mais íntimas serem reveladas, é preciso expor a sua intimidade ao máximo. Até que tirar fotos depois do sexo virou moda. E, para não se sentir de fora, quem não é precisa se tornar, ou não se sentirá fazendo parte. E é aí que mora o perigo: quem não é, ter que se tornar – pois, acima de tudo, a internet virou um lugar para se ver e ser visto, mesmo que o conteúdo não seja verdadeiro.

Acreditando estarem protegidos atrás das telas de seus computadores, celulares e tablets, muitos perderam sua própria identidade, na ansiedade de criar um personagem que é melhor, mais bonito, com mais sucesso e mais feliz do que os demais indivíduos. Junto com isso veio o efeito contrário: a frustração de ser apenas no plano virtual o que não se consegue ou não se pode ser no plano real. Neste contexto, existe uma dificuldade em se lidar com as frustrações, porque na verdade nem a própria pessoa consegue, em meio à tanta fantasia e à sensação de proteção de sua real identidade e localização, perceber o que realmente está lhe frustando. Então, como lidar com o que não se tem, se sequer se sabe o que se deseja ter de verdade?

Muitos lidam com isso criando falsos perfis na web, seja em Redes Sociais, chats, Fóruns, etc, com a intenção de prejudicar, perturbar, zombar e até denegrir quem quer que seja. No início pode-se até não ter um alvo específico, mas no momento em que percebe um alvo fácil, ou se sente contrariado por alguém, logo desencadeia-se um processo fulminante de se auto afirmar a todo custo. Outros usam seus próprios perfis para atacar à esmo qualquer usuário, de acordo com o seu humor e estado de espírito momentâneo. O fato é que a internet é muito usada como válvula de escape para aliviar o stress, a frustração, a ansiedade e a raiva de si e do mundo.

Na parte 2 deste texto darei alguns exemplos para comprovar meus argumentos.

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