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Tenha educação!




Educação

Muito se fala de educação pra cá, educação pra lá… Na minha opinião, a educação que o brasileiro mais carece não é aquela que se aprende na escola, mas sim a que começa dentro de casa.

Ao voltarmos de uma viagem ao exterior é que percebemos como o brasileiro é mal educado. O mais absurdo é que quando ele está no exterior age de forma civilizada. Mas no seu próprio País faz questão de ser porco e selvagem. E ainda por cima reclama do terceiro mundo!

A coisa piora nesta época do ano, quando as pessoas parecem ensandecias ao fazerem as compras de Natal. É mãe gritando com criança daqui, criança correndo e empurrando as pessoas de lá… Ninguém presta atenção nos outros à volta. Um simples passeio no shopping pode se tornar o pior programa a ser feito.

Aconteceu comigo na semana passada: fomos no Shopping Iguatemi em Campinas. Era feriado em várias cidades do interior de SP. Por conta disso, parece que o mundo resolveu se enfiar no shopping. Até aí tudo bem. O problema é enfrentar os chatos mau educados…

Ao entrarmos na atração de Natal, que era uma espécie de floresta encantada do Papai Noel, já nos deparamos com crianças correndo desembestadas, e pais que pouco se lixam se elas estão trombando com outras pessoas ou não. Se você quer ter filhos, eduque-os. Se eles não têm capacidade de visitar locais públicos de forma civilizada, então deixe-os em casa com uma babá, ou fique cuidando deles até que eles possam fazer parte da sociedade. Mas nunca, de forma alguma, deixe seus filhos soltos, como animais selvagens, em locais públicos. Lembrem-se que os outros não são obrigados a agüentar os gritos, as correrias, as trombadas.

Ainda nessa atração, via-se de tudo: pessoas que passavam na sua frente quando você ia tirar uma foto, ou então que se plantavam na sua frente, quando você estava olhando a decoração. Já alguns pais conscienciosos, não deixavam os filhos sequer tocarem nos brinquedos. Mas o mais espantoso de tudo foi uma mãe que esperou as ajudantes do Papai Noel, que estavam tomando conta da balbúrdia, darem uma bobeada, e colocou a filha dela – portadora de Síndrome de Down – dentro do cenário da atração, para tirar uma foto. Ela fez a criança pular a corda e ficar na frente de uma casinha, que não faria diferença nenhuma se ela estivesse do lado de fora da corda, local permitido pelo público. Imediatamente a moça veio pedir que ela retirasse a criança do cenário, e ela teve a CAPACIDADE de dizer: “Só um instante, vou só tirar essa foto e já tiro ela de lá”. Mas que petulância! A moça foi muito pacienciosa (eu não seria!), aguardou a fanfarrona fazer tudo o que queria, pegar a criança no colo, retirá-la de lá, e ainda ouvir: “Viu? Nem deu tempo de você chegar aqui…”. Juro: eu chamava os seguranças, retirava essa pessoa do shopping, e ainda fazia apagar a foto. O que uma mãe dessas está ensinando sua filha, com uma atitude dessas, é que ela não é IGUAL a todas as demais crianças, mas sim que ela é SUPERIOR a todas elas. Que por ter necessidades especiais ela precisa sim ser tratada com diferença, e não de forma igual às demais. Que beleza, heim?

Mas calma, ainda não acabou… Almoçamos em um restaurante que tem espaço próprio de refeição. Quando chegamos – tentando fugir da loucura da praça de alimentação, apesar do horário, ainda não tinha quase ninguém, então pudemos escolher qualquer mesa. É uma lanchonete estilo anos 50. Claro que todo mundo quer sentar nas mesas que possuem sofá, ao invés de cadeiras. Tivemos um almoço delicioso, um atendimento fantástico. Quando meu marido pediu a conta, fui ao toalete do próprio restaurante. Na volta, haviam quatro cocotas sentadas na mesa da frente. Ao chegar na minha mesa, meu marido pediu que eu preenchesse o questionário de avaliação de satisfação. Temos a seguinte regra: quando é pra reclamar, a gente reclama. Mas quando é pra elogiar, a gente elogia. Ao sentar na mesa pra começar a preencher o questionário, fui avisada pelas quatro cocotas que eu não poderia me sentar ali, porque aquela mesa era delas. Hã? Olharam feio, fizeram um monte de sinais, e exigiram que eu saísse dali. Olhei para o meu marido sem entender, e nem ele estava entendendo. Deixei as cocotas falando sozinhas e fui preenchendo o questionário. Mas elas, insistentes, continuaram chamando a minha atenção e pressionando pra que eu saísse da mesa, dizendo que elas estavam esperando para sentar ali. Então eu disse: “Então continuem esperando, pois eu ainda não acabei de utilizar a minha mesa”. Aí elas se tocaram e disseram: “Você está com ele?”. Respondi: “Ele é meu marido, algum problema?”. Ficaram com cara de bunda e pararam de reclamar. Mas pedir desculpas, que é bom, necas. Mas a cada movimento que eu fazia na mesa, elas ficavam lançando aquele olhar fulminante, pra ver quanto tempo mais eu iria demorar ali. No fim, quando nos levantamos para ir embora, a recepcionista levou as cocotas pra outra mesa. Ao passarem do nosso lado, eu disse pro meu marido: “Cuidado, saia logo, se não a veia é capaz de sentar no seu colo!”. Então eu me pergunto: pra que que existe sala de espera? Pra que colocar um grupo de pessoas pra esperar por uma mesa ao lado das pessoas que ainda a estão usando, e ainda por cima, ocupando uma mesa que outras pessoas poderiam usar? Um almoço tão fantástico com um final de embrulhar o estômago.

Descer a escada rolante para ir embora também foi um fiasco: quando estava colocando a mão no corrimão, uma senhora cortou a minha frente. A filha dela, quem diria, parou, me dando passagem. Já estava estressada com o que aconteceu no restaurante, soltei: “Pode ir, flor. A sua mãe já me atropelou mesmo, não vou separar a família”. E você acha que a mãe percebeu o que estava acontecendo? Já estava na metade do percurso quando a filha começou a descer as escadas.

Não adianta! O Brasil pode crescer economicamente, pode dar maior poder de compra às classes mais baixas, pode proporcionar escola, moradia, bolsa de mil coisas e o diabo à quatro. Mas enquanto as pessoas continuarem a ser mal educadas (independente da classe sócio-econômica), continuaremos sendo um País de selvagens.

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