Bloggers Bleggers Blum!

Tem dias que eu tô bloggers daí aparece uns bleggers e eu fico blum mesmo!

Descobertas desagradáveis




O Maior problema de minha cidade é que não existe um atendimento médico de qualidade. Na área de ginecologia/obstetrícia, então, nem me fale!

Depois de tomar anticoncepcional por 5 anos seguidos, quando a casa ficou pronta, decidimos que era o momento de ter um bebê.

Então veio o suplício: encontrar um médico competente e dedicado, pois em todos esses anos não conseguir achar um. E não foi fácil. Depois de muitas tentativas, marquei uma consulta. A médica me pediu uma série de exames, pra “deixar a casa em ordem” antes de começar a tentar engravidar.

Então veio o susto: um mioma e um pólipo, ambos minúsculos. Mas estavam lá… E NINGUÉM na minha família jamais teve isso.

Aí veio a preocupação, que depois se transformou em desespero, pois eu não conseguia mais contato com a médica que pediu os exames, para fazer o retorno.

O jeito foi pagar uma consulta particular (porque aí sim você é atendida na hora!). Essa segunda médica não ligou pro pólipo, mas queria eliminar o mioma fazendo um tratamento X.

Quando esse tratamento X estava chegando ao final, estava na hora de fazer outro ultrassom, mas como essa médica era particular, ela não tinha a guia do meu convênio médico. Aí tive que arriscar passar com uma terceira médica – que eu não queria passar, pois ela já havia falhado muito comigo no passado. Só que agora era uma emergência.

Chegando lá, é claro que ela era contra o tratamento X que a médica anterior havia passado. Disse que o tratamento era totalmente errado, que ele só faria aumentar o mioma e que era mais preocupante o pólipo do que o mioma. Falou que eu precisava engravidar o mais rápido possível, antes que o mioma crescesse. Mas que antes eu teria que retirar o pólipo, pois ele é causador de aborto. E que eu deveria tomar indutor de ovulação para engravidar mais rápido. Veja bem: ela concluiu tudo isso sem me pedir nenhum exame hormonal. Orientou que eu parasse imediatamente de tomar anticoncepcional e que tentássemos extirpar o pólipo quimicamente, pois eu falei que não faria o procedimento clínico para essa retirada. Primeiro porque não sei quem faria isso em Indaiatuba. Muito menos quando… Porque qualquer ginecologista/obstetra em aqui tem uma agenda de espera de pelo menos 2 meses. E também porque eu teria que esperar 3 meses após esse procedimento para começar a tentar engravidar. E outra: ela me disse que não é mais obstetra.

Depois do tratamento químico para a retirada do pólipo, novo ultrassom foi feito, desta vez por um clínico indicado pela própria médica. Nada havia mudado: nem pólipo, nem mioma. Tudo igual. Mas esse médico que fez o exame, assim como a médica que havia feito o primeiro ultrassom, disse que morfologicamente não havia nada que me impedisse de engravidar, pois tanto o pólipo quanto o mioma eram muito pequenos. E que, se eu fosse paciente dele, que ele orientaria para já começar a tentar engravidar, que não havia nada que me impedisse de já começar agora.

Antes do retorno com a médica para levar o resultado desse ultrassom, como havia parado de tomar anticoncepcional, percebi uma ovulação. Incentivada pelo médico que fez o exame, resolvemos tentar. Mas quando voltei para o retorno com a médica, ela ficou pê da vida, me deu zilhões de broncas, porque eu tinha porque tinha que tirar o maldito do pólipo, e agora que eu estava com uma suspeita de gravidez, não havia nada que poderia ser feito, e que não adiantava o que ela e o médico que fez o ultrassom falasse, que eu iria mesmo fazer o que eu bem entendesse. Mas se foi ele mesmo que falou que o pólipo não tinha nada a ver… Enfim…

Muito a contra gosto ela me deu uma guia do plano de saúde sem data, com o pedido do exame de gravidez. Ela ia sair de férias, e como se sabe, nesse período e até mais, os médicos somem. Então me adiantei e perguntei: “se eu não estiver grávida agora, já que a Dra. vai sair de férias, pode me receitar o indutor?”. Então ela disse: “se você retirar o pólipo, sim”. Ou seja: ela queria me obrigar a fazer algo que eu não queria e que não era obrigatório fazer.

Então, semanas depois, a primeira decepção: ainda não tinha sido daquela vez que teríamos nosso bebê.

Isso foi em novembro de 2012.

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